sábado, 14 de abril de 2012
a minha mãe .
gostava de utilizar as palavras certas, as expressões mais bonitas, mas não tenho assim tanto jeito para te agredecer por escrito a pessoa, a grande pessoa que tu és. apareceste vinda de um país distante, de um sítio onde fazem as pessoas ser boas, especiais e maravilhosas, de lá vêm pouca pessoas e eu tive a sorte de te ter encontrado. sinto que não te digo o suficiente, sinto que não faço por ti o suficiente, mas faço tudo, tudo o que não faço por mais ninguém, nem por mim. choro sempre quando nos vamos embora, cada uma pelo seu caminho, mas choro não porque não tenha gostado de passear ou de estar ali, ao pé de ti, mas exatamente porque só mais cinco minutos é tanto quando se está com aqueles que mais se ama. tu és a pessoa mais importante de sempre e para todos o sempre (tu e o pai) e sinto, e sei que sou repetitiva nas palavras, que sou monótona a cada "me té", a cada "mãe", mas a verdade é que acredito fielmente que cada abraço, que cada beijinho, que cada lágrimas, que cada olhar de ternura explicam melhor aquilo que sinto por ti. sabes e espero que saibas todos os dias a importância que tens e que se choro, se grito, se bato com os pés no chão é porque és importante, se me recuso a deixar-te ir é porque sei que morro se não tiveres aqui. tenho medo de te perder, mas também tenho medo que me deixes ir, tenho medo que num segundo acabe tudo, que no segundo a seguir já não haja uma mensagem minha no teu telefone, que já não haja um pedido, uma palavra verdadeira. tenho medo, mas não digo nada, gosto de olhar para ti e acreditar que tudo vai dar certo.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

2 comentários:
infelizmente sim, só aí é que vamos perceber isso :)
acredita que sim! mas pronto..
Enviar um comentário