Acredito, acredito como acreditava quando me ensinavas a escrever com o coração, mas agora, agora é diferente, agora acredito com o meu próprio coração. Sento-me, abro as mãos e o peito e deixo-me ir, deixo que as palavras retornem, não me importo que o meu coração esteja na ponta dos meus dedos. Escrever dá-me asas e eu sinto-me sempre cheia quando o faço, mas tu não entendeste, preferiste riscar-me da tua lista telefónica, preferiste esquecer do que lutar. Não respeitaste o meu espaço, nem quiseste aprender a amar comigo. Recusaste-te a esperar, mesmo quando eu te escrevi cartas e cartas a pedir que esperasses por mim todos os dias, eu acabaria por chegar, mas quando eu cheguei tu já lá não estavas e eu tive a sensação que, na verdade, tu nunca esperaste por mim, eu é que esperei demais de ti.
1 comentário:
bé :) adoro ler as tuas coisas. tuas.
não deixes este blog ao abandono, como o outro (mas esse também estava estragado) e escreve bastante neste. eu virei sp cá :D
Enviar um comentário